sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Separação entre Igrejas e o Estado 2a. Parte


Os Batistas sustentam este principio de separação desde muitos séculos, o que lhes tem custado muitas renuncias e até sangue. Não tem sido fácil impor ao mundo esta idéia, ela tem custado muito sacrifício e muita dedicação; tem exigido muita luta com o de fora e, o que é mais triste, com os de dentro.

1. Isenção, Subvenção e Taxação.

Isenção é quando uma instituição está isenta de pagar imposto, como o imposto de Renda que é de ¬César da separação entre Igreja e César(Estado), este não pode cobrar imposto de Deus; não s mãos no gasofiláceo. Mas se o estado obriga a igreja, devemos pagar; pois nem sempre estamos no que seria de direito.

A Subvenção é quando o Estado oferece e dá favores a Igreja; isto é, tira dos cofres de César (Estado) e dá à Igreja. A Igreja não pode interpretar como direito seu; a Igreja reúnem cidadãos do Reino do Céu; aceitando dinheiro de César está em colúio com os demandes profanos e ímpios dos seus governantes. O dinheiro de César é dele e o de Deus é de Deus. O dizimo e as ofertas não são nossas, mas de Deus e colocamos no gasofiláceo. Ainda a Igreja não pode interpretar tais favores como um retorno do imposto que nós damos a César. Nós precisamos entender que temos dupla cidadania e devemos separá-las qual como nossas concepções e como Cristo Jesus já limitou e os distinguiu um do outro. Se a Igreja aceita subvenção está tirando dinheiro de César!

Taxação é um direito do estado e não se deve aceitar que ele pague nosso gasto de água ou luz, etc. O Estado presta um serviço e a igreja deve pagar pelo serviço não há nada de conúbio. Conúbio seria se igreja se submetesse a aceitar o favor de não pagar suas taxas de água, luz, telefone ou outras quaisquer. Conúbio com a injustiça porque todos pagam porque a Igreja não irá pagar.
Já conhecemos prefeituras que pagam contas ou taxas das igrejas, já conhecemos pastores evangélicos recebendo dinheiro dos cofres de César por causa da força eleitoreira que sua igreja pode representar. Uma verdadeira prostituição com o rebanho de Deus. Pastores “vendem” eleitoreiramente o rebanho que não é dele, para políticos evidentemente interesseiros, na troca de empregos de assessoria, folhas de zinco, etc. Deus é sustentador de sua obra, por seus mordomos, e não pelos políticos. Quem se une ou faz aliança desse tipo, inevitavelmente poderá está unindo-se ao anticristo.

A Missão Batista do Caminho, em 2002 o seu 2º. Simpósio Regional De Liderança da Agebam deu o seu parecer oficial aos líderes para todos os níveis sobre a conduta que os mesmos deveriam tomar diante da pressão eleitoreira:

“Se um político quiser dá uma oferta a qualquer um de nossos lideres, eles não deverão aceitar. Se for o caso, o político mesmo que seja irmão, deve separar o Tesouro nacional e o gasofiláceo. Ele deve tirar do seu salário e não como uma ‘ajudinha’ à comunidade local ou ao missionário. Se vier algum político oferecer dinheiro devemos recusar e orientá-lo a se dirigir em algum dia de culto, a trazer oferta ao altar (gasofíláceo) - não fazer manchete - para que se cumpra o que o Senhor das igrejas determina: "...não revele a tua mão esquerda o que faz a tua direita " (cf Mt 6: 1-4).


AUTOR:LINS,C.D.F.-Misão Batista do Caminho no Hiléia, 2008.

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