domingo, 16 de outubro de 2011

As Quatro Operatividades da Fé Cristã

Textos da Fundamentação:
Tg 1.2-4; Heb 10.38, 39; 11.5,6; Rom 5.1-5; II Cor 4.13; 5.7

I. FÉ OU FIDELIDADE – o que é fé; o que é crença? Ora a Bíblia explica o que é fé. – “ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.”.

1. A primeiramente a fé é um fundamento, uma base onde o crente se apóia, decide confiar. É uma substância concreta de confiar em algo que em nosso caso a Palavra de Deus que é digna de todo crédito. O termo grego e hupostasis que se refere à substância da confiança. A ausência desse crédito é a apostasis termo que dá Apostasia que significa a ausência real de fé ou o abandono da fé.

2. Depois a fé é a prova, isto é, a experiência do fato que estamos crendo. Antes da Fé temos:FATO+FÉ+EMOÇÃO. O fato é trazido ao nosso conhecimento pela Pregação(proclamação; a voz de Cristo) que gera a fé. Segundo o Ap Paulo a fé vem pelo ouvir a Palavra de Cristo (pregação+revelação de Deus) – conf Rom 10.17.Muitos erram no Caminho porque querem cultuar por demais as emoções e sensações;

3. Para nossa advertência a nossa fé é bíblica dentro das verdadeiras doutrinas deixadas e ensinadas pelo Nosso Único Mestre – Jesus Cristo de Nazaré! Nosso último profeta de crédito é João o Batista. Hoje por causa do abandono da fé bíblica, tem havido muitas práticas estranhas e até desautorizada pela Bíblia.

4. Quanto à natureza da fé bíblica temos a seguinte posição: a fé é de natureza espiritual e não carnal, pois a fé não se guia pelas circunstâncias e pelo que se ver. Se se guia pelo que se ver já não é fé; já não está mais pelo Espírito da Verdade, mas pela carne que se guia pelo que ver, pelo que sente, e pelo que acha e está em trevas. Quem está na carne está morto para Deus e portanto não pode compreender, pois a fé tem base o conhecimento de Deus que dado para quem nasceu de novo. O homem velho não tem capacidade para crer pois as Escrituras se discernem espiritualmente e seu espírito está morto! Quem está na carne não pode(consegue) agradar a Deus! O tamanho da fé é o tamanho da confiança e da entrega, por isso que a fé é bem próxima da fidelidade, mas na verdade são sinônimas. Portanto só agrada a Deus quem se utiliza da fé! – “6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (cf Heb 11.6).

II. PERSERVERANÇA – ou paciência ou insistência; o esforço da continuidade da fé. A fé vem da audiência perfeita à Palavra de Deus. A perseverança vem do teste que sua fé é submetida. Se você não se submeter a esperar, a obedecer e operar com Deus, você se desclassifica a continuar o Caminho. A paciência ela deve operar em tudo na vida do peregrino no Caminho. A Bíblia declara que Deus prova os corações; testa porque quer ver a fidelidade se externuando: “2Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; 3 Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. 4 Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.”(cf Tg 1.2-4). A obra de Deus na vida do peregrino é fazê-lo paciente que lhe classifica à aptidão de seguidor. O grau de compromisso com a confiança em Deus e sua vontade será o limite de sua paciência.

III. EXPERIÊNCIA – aqui é dentro do enforque da perfeição; o provado paciente adquirirá experiência em suas faculdades de forma a está pronto a prosseguir e ajudar também outros a seguirem. Um pianista fica perfeito em tocar o instrumento, quando exercita-se por suas habilidades a ficar perfeito, pronto,apto a tocar o instrumento.

1. Experimentados na Bíblia é sinônimo de Perfeitos em Cristo. A perfeição é à imagem do Filho de Deus que é a Matriz da Imagem de Deus. O propósito eterno de Deus é que os seus filhos chamados e eleitos em Jesus sejam conforme (forma) a imagem dEle para que Cristo seja o primogênitos dos outros irmãos(vf Rom 8.28, 29). Um plano familiar!

2. Essa perfeição só virá com o exercício na Palavra da Justiça que é o Discipulado do Nosso Senhor. Quando o discípulo se assemelha ao Mestre (vf Mat 10.25), pode-se considerar pronto ou perfeito. Os inexperientes na Palavra precisam de leite (vf e leia: Heb 5.12, 13), ou ficam tolidos porque não aspiram prosseguir no chamado à ser conforme a Imagem de Cristo; e eles só aprenderão com experiência focando na Cruz de Nosso Mestre (cf Heb 12.1, 2), onde Ele ensina fidelidade até diante da morte!!!(cf Fp 2.8). Infidelidade diante da morte é morte! Fidelidade diante da morte é a Coroação pela Vida. Por isso à prova da fé traz a espera da Vida Gloriosa com Deus( cf Mat 16.25; Ap 2.10).

IV. ESPERANÇA: Esse é um ponto crucial projetado para a operatividade da fé. A fé perfeita num paciente gera a gloriosa esperança da glória. O crente fiel sabe para onde vai, porque ele sabe em quem tem crido, e que Deus é poderoso para fazer muito além do imagina ou pensa. Cristo vivendo pela graça de Deus operada eficazmente é a esperança da Glória. E é ela que o peregrino busca: a cidade celestial! A glória dos que seguem a Cristo que é o único Caminho! A fé “sonrisal” e superficial de muitos, fugazes em seus ânimos já desistiram ou ficaram prostrados por desenfocarem do referencial do fiel – Jesus! A esperança é a razão da fé do peregrino do Caminho. Quem não espera deve ser um desistente, um recuado; alguém a quem Deus não tem prazer nele;alguém que não acha um motivo e se conforma com o mundo visível e não anda mais pela fé!

V. APLICAÇÃO : “36 Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. 37 Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará. 38 Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. 39 Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma.”

©2011, LINS, C.D.F. – Missão Batista do Caminho no Brasil.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Excelência da Vocação Batista-1




Autor: LINS, C.D.F. – Pastor Batista
©2011 – Missão Batista do Caminho no Brasil.

Fundamentação Bíblica
Fp 1.9-11; 20, 21, 28-30; 2.5-11; 20, 21; I Cor 3

Sabemos que os irmãos coríntios estavam em divisão, partidarismo; estavam humanistas, à mercê da natureza. Essa postura desses irmãos fez o Ap Pequeno considerar-lhes como ‘carnais’. No entanto essa designação que o apostolo fizera, não estava colocando os amados em uma posição de perdição e sim de situação desconexa com o evangelho. Haviam assumido eles uma visão mundana. É devido a isso que o apostolo declara: “...não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?”(vf I Cor 3.3). Eles não estavam andando no modelo exemplificado de Cristo, mas segundo o comportamento que os homens, a humanidade se guia.

A evidência era que no seio da igreja havia o partidarismo, as invejas, a desunião. Havia os de Cefas (Ap Pedro), os de Paulo e os de Cristo. Estes podem nos parecer os mais espirituais, porém esses irmãos coríntios que se diziam de Cristo foram também denunciados pelo apóstolo como carnais que seguiam o caminho dos homens. É vero que tais crentes usavam ilegitimamente o partido de Cristo como forma de se vangloriarem-se sobre os demais. Vemos muito disso em grupos ‘avivalistas’ que se consideram mais espirituais que os que não estão com eles no avivamento que experimentam ou promovem. Declaram que estão alcançando níveis maiores de espiritualidade, mas a sua vã-glória os denunciam que continuam rudimentares, pois é atitude de meninice (vf Fp 2.3; Gálatas 4.3). Está notório que os irmãos coríntios estavam seguindo numa vereda natural, terrestre e rudimentar.

O padrão que o Ap Pequeno desejava tratar aquela igreja, era um outro considerado superior ou excelente. Por isso que o mesmo declarou que não lhes pôde dirigir-se como seguidores do Excelso Caminho, pois em vez, estavam na natureza, estavam rudes, baixos, rastejantes. Deveriam está em outro nível de audiência, pois não entenderiam uma linguagem superior, não da carne, mas do Espírito:

 “E EU, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.” (cf I Cor 3.1).

Vede queridos aspirantes que o Ap Paulo esclarece aos irmãos coríntios que eles deveriam ser espirituais. Evidente que o trato mundano é humanístico, mas o celestial é superior e espiritual. O mesmo apostolo Pequeno sinalizou aos irmãos filipenses que eles aprovassem as coisas excelentes ou superiores, pois é isso que Deus traz a nós em Cristo, diferente do que estava ocorrendo com os irmãos coríntios:

 “E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo;” (cf Fp 1.9-10).

Os irmãos coríntios estavam no leite, isto é, numa linguagem que suas audiências permitiam suportar, porque eram meninos. Aos irmãos de filipenses os pediu que estes crescessem pelo Amor em toda ciência. Eis aqui o Caminho que somos chamados a crescer, para aprovar ou experimentar as coisas excelentes; não as rudimentares, ou carnais, dos homens, mas as superiores que são as espirituais, que pertencem a um nível superior e excelso! Por isso que o homem natural não entende a linguagem como coisas do Espírito, pois o tal carece de discernimento espiritual ao que lhe parece loucura.

Disso O Senhor Jesus reclamou dos judeus que lhe debatiam: “Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.”(cf João 6.43). No entanto o crente menino, nascido de Deus ouve a Palavra de Deus, caso contrário não seria crente, mas incrédulo em quem não entra a Palavra – “Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.” (vf João 6.47).

Sabemos que há o Excelso Caminho, mas temos a Excelsa Vida que vem do Céu, vem de Deus. A terrena é selvagem, animal. Porém nós que estamos batizados em Cristo já fomos ressuscitados para a nova vida; não somos mais da Terra, mas do Céu. Não morremos mais, mas dormimos; ainda que morramos, mas vivemos, pois a 2ª. Morte não tem mais poder sobre nós:

 “25Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; 26 E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (cf João 11.25, 26).

 “5Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo ( pela graça sois salvos ), 6E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;” (cf Ef 2.5, 6)

 “12Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.” (vf Col 2.12).

 “1 PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.” (cf Col 3.1).

 “14 Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.15 Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. 16Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” (cf Joao 17.14-16).

 “6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.” (cf Ap 20.6)

O Senhor Jesus declarou que quem é da Terra busca as coisas que são daqui da Terra (vf João 3.31). Aquele que é nascido da carne é carne; quem é nascido do Espírito é espírito (vf João 3.6). Pela justiça de Cristo que reina e dá vida gratuitamente pela fé, a Nova Criatura é espiritual e excelsa comparada com a velha criatura! A Nova Humanidade que está sendo contada com Cristo é de cima e a velha é de cá em baixo. As coisas velhas são ‘passado’ para nós ressuscitados por sua justiça em seu sangue. As coisas que são de cima são novidades de vida para nós e ao mundo que nos observa.

 “16 ...também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. 17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (cf II Cor 5.17).

 “4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” (cf Rom 6.4).

 “6 Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.” (cf Rom 7.6).

 “8 Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR; andai como filhos da luz 9 ( Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade );10 Aprovando o que é agradável ao Senhor.” (cf Ef 5.8-10).

Os irmãos coríntios estavam seguindo um caminho corriqueiro e peculiar aos homens naturais, pois as obras da carne (naturais) são manifestas, e as principais delas que tais irmãos andavam eram as ligadas aos relacionamentos e sentimentos: divisões, invejas, facções, etc.

Por essa razão o Ap Paulo em I Cor 12.31 colocou a questão dos dons espirituais – pois esse trato velho afetava a Comemoração da Ceia do Senhor, o exercício ordenado e correto dos dons espirituais e as relações interpessoais! Já em I Cor 13 se propõe a expor o Excelso Caminho ou o Caminho Sobremodo Excelente! Vede o Amor é o Trato que os irmãos deveriam seguir, pois os que eles estavam caminhando era natural, de aqui em baixo; natural, terrestre e rudimentar! Trato que deve ser reconhecidamente considerado como passado (cf Ef 4.22).

Aos irmãos colossenses o Ap Pequeno focalizou semelhante abordagem do nível superior que era a Vocação do Excelso Caminho. Os irmãos estão mortos (sepultura batismal) com Cristo para os rudimentos do mundo:

 “20 Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo...” ( cf Col 2.20).

Os eleitos estão mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, porque eles participam de sua sepultura; e a sua sepultura devido à sua morte nos fez morrer com Ele para a rudeza da velha criação. Como de fato Cristo morreu por aquilo que era nosso estado ‘pré-espiritual’ da nova criação e, com Ele todos nós participamos de sua morte e ficamos na sepultura mortos àquele trato anterior terreno e rude, ressuscitamos para um trato excelso ou excelente para andarmos na novidade do trato criado por Deus para nós os ressurrectos pela justiça de Cristo!

O chamado, plano de Deus era fazer o homem natural morto em seus delitos e pecados, separado de Deus, em sua condição rudimentar ser trazido para outra superior. Quem ressuscitou saiu dos rudimentos, pois tais foram deixados na sepultura do trato que já passou – o Velho Homem (vf Col 2.20; Ef 2.1 4.17-18).

No caso específico dos irmãos colossenses eles estavam sendo presa fácil dos falsos mestres cristãos, pois estes queriam que os discípulos se prendessem aos rudimentos da Lei mosaica (vf Col 2.8). Os rudimentos da Lei que se expressavam por ordenanças, cerimônias e rituais como a circuncisão, que eram sombras que haviam de cumprir-se ou serem esclarecidas à Luz da Obra de Cristo. Vede...sacrificar um cordeiro figurava a obra real e perfeita de Cristo, mas os irmãos colossenses já estavam em uma posição excelente e melhor porque Cristo Nosso Senhor já superara, por sua Justiça, toda e qualquer autoridade ou Lei que exista, em baixo da Terra e acima no Céu onde está sentado à dextra da Majestade (vf Heb 1.3-4). E o Ap Paulo diz que eles estavam perfeitos em Cristo devido à Justiça que Ele nos permitiu pelo Caminho que abriu e que é além de sua carne o véu que por nós foi rasgada! Que obra perfeita para nós os que cremos no seu Nome!

 “ 8 Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; 9 Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; 10 E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade; 11 No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo; 12 Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. 13 E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, 14 Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. 15E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. 16Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, 17 Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” (Col 2.8-17).

 “3 O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à dextra da majestade nas alturas; 4 Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.”(Heb 1.3, 4).

Assim o trato que os irmãos coríntios estavam seguindo era inferior para o nível excelso. Eles deveriam, como aos irmãos filipenses foi admoestado (vf Fp 1.9-10), aprovar as coisas excelentes e não as rudimentares e atentar a conclusão que foi dada aos colossenses em Col 3.1:

 “ 1 PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. 2Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; 3Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. 4Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.” (cf Col 3.1-4).

A vida, as coisas excelentes que o Ap Pequeno queria que os irmãos filipenses experimentassem e a visão da glória muito mais excelente do NT que declarou aos colossenses, pertenciam a sublimidade da nova vida em Cristo isto é, a vida no Espírito não a física. Pois as Escrituras já disseram:

 “24 Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; 25 Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” ( cf I Pe 1.24, 25).

A vida que Cristo nos deu, a espiritual, é excelsa, riquíssima comparada com a arruinada e caótica vida física que já está imprestável para Deus quanto à natureza inimigada, destituída de sua glória. Por isso que os que se unem ao Filho de Deus são levados à sua Glória (vf Heb 2.10); por isso se fez pobre para nos enriquecer (cf II Cor 8.9).

(continua)...

Pode copiar desde que informe a fonte eo autor.
ATENÇÃO:Este é uma posição batista conceitual;nãopretende sectarismo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Obra Excelente



“ Esta é uma palavra fiel: se alguém aspira o episcopado, excelente obra almeja.” - I Tm 3.1

FUNDAMENTAÇÕES BIBLICAS:
João 10:1-13; João 15.9, 10, 13; Fp 2:5-11; Fp 3.7-15; I Pedro 5.1-4; Mat 25.14-30; Atos 20.24-30; I Tm 3.1

Vejamos caros irmãos que o aspirante está recebendo um chamado de Deus para fazer uma obra de alto valor! O termo ‘excelente’ designa que o episcopado apresenta-se em dois focos: 1) A Excelência do Privilégio; 2) A Excelência da Obra.
1) A Excelência do Privilégio: não no sentido que sendo pastor, o aspirante fará ser um super crente ou um nobre monarca; ou um ministro de alto escalão deste mundo! Sim é um ministro do alto escalão de Deus, mas no Modelo de Cristo! O que prevalece é o alto conceito, o grande significado que é ser serviçal do Rei dos reis, ao ponto de ter que cuidar de sua Herança! Verdadeiramente é um grande privilégio ser servo de Cristo cuidando com amor do rebanho de Deus que Ele mesmo comprou com seu sangue (cf At 20.28). Excelente é primeiramente, pois o reflexo do EXCELSO PRIVILÉGIO que é servir o Filho de Deus. Uma obra de alto conceito e com grande responsabilidade. A Vocação é soberana, pois determina que devemos fazer.
2) Excelência que a Obra Exige e é – excelente em outro aspecto fala do sentido que exige do aspirante a busca para fazer uma obra onde ele deverá ser irrepreensível, sua família deverá ser convertida e os filhos estarem na disciplina padronizada pela piedade. Evoca-se sua vida pessoal, familiar e do trabalho que fará. O trabalho que deverá fazer, tem que ser além de um padrão comum, regular, normal ou ótimo, mas que excede, que abunda. Discorre os conceitos de servos que Cristo coloca.
No entanto podemos considerar a excelência da obra do episcopado à congruência que o Ap. Paulo expôs aos briguentos irmãos coríntios. Sabemos que eles estavam seguindo um caminho mundano, corriqueiro, natural ou normal para este século em suas relações interpessoais e no exercício dos dons espirituais. O Ap. Paulo, após tê-los admoestado e ordenado, mostra-lhes o CAMINHO que eles deveriam seguir para isso tudo. Esse CAMINHO era e é EXCELENTE (vf I Cor 12.31); de excelsa qualidade comparada a este mundo de ódio e individualismo.
O Episcopado como dom ministerial exige do aspirante o AMOR! Primeiramente AMOR ao seu SENHOR! Vede queridos irmãos que o Senhor Jesus questionou a Pedro sobre a existência do amor por três vezes a verificar em sua vida, a concluir que então fosse apascentiador de seus cordeirinhos e cordeiros. Cristo o Senhor Perguntou a Pedro se este O amava, com suficiência de CUIDAR ou APASCENTAR suas ovelhas. Quem ama a Cristo, ama o que Ele ama; quem ama a Cristo, ama suas ovelhas. “Assim” como o Pai amou o mundo que deu o seu Filho (Jo 3.16); o Filho amou as ovelhas que deu os seus servos. Devemos, pois, permanecer e crescer nesse AMOR de dar as nossas vidas pelas ovelhas.
O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas; já dissera nosso Mestre (cf João 10.11). Sim este é aquele que receberá do seu Senhor um EXCELENTE ELOGIO: “ Servo Bom e Fiel” (cf Mat 25.21). Servo Bom e Fiel é o aspirante que realizará a obra com a excelência requerida pelo seu ordenador. Cuidando não como dominadores (vf I Pe 5.3), como mercenários (cf João 10.12, 13) que faz das ovelhas mercadoria eleitoral e ou comercial, mas cuidando, zelando a HERANÇA DE DEUS, reproduzindo o Modelo do EXCELSO CAMINHO – O AMOR!
Sabemos que o Pastor da Excelência dar a vida pelas ovelhas porque ama o seu Senhor!
“Assim como o Pai me amou, eu também vos amei; permanecei no meu amor” (cf João 15.9).
O Amor é o Caminho Excelente que o aspirante deverá desenvolver-se! O aspirante deverá conhecer está comprometido com este amor e reproduzi-lo para ministrar.
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” (cf Mat 24.12) - O Nosso Mestre nos avisou que isso iria acontecer! Essa frieza se refere diretamente ao amor às coisas de Deus! Realmente à intensidade, ou melhor, à densidade da iniqüidade, o amor de muitos esfriaria, por conseguinte, a excelência do episcopado seria obscurecida ou comprometida! Prevaleceria nos pastores maus, a inimizade à Cruz, o amor aos prazeres e a si mesmos; avarentos e hedonistas idólatras (cf II Tm 3.2).

Sabemos que isto é notório em nossos dias! Muitos, por conta disso, não irão receber o EXCELSO ELOGIO de seu Senhor, mas uma indignação: “Servo Mau e Negligente”(vf Mat 25.26). Um cartão vermelho do Grande Senhor e Juiz de todas as coisas. O Pai não ama os servos desonrados; os servos maus e negligentes não amam verdadeiramente seu Senhor, e sim muita das vezes, seus bolsos e estômagos. Apascentam-se a si mesmos em vez do Sumo-Pastor Cristo Senhor que lhes chamou para seguir o Caminho da Excelência do seu Modelo dado: “Assim...”

EXCELSO PRIVILÉGIO – EXCELSO CAMINHO – EXCLESO ELOGIO – EXCELSA GLÓRIA!
O Ap Pedro declara que nós pastores (que somos os cuidadores das ovelhas do Senhor do Universo) receberemos a Coroa de Glória! (vf I Pe 5.4). O Servo Bom e Fiel verdadeiramente está atento ao gosto, às palavras de seu Senhor e deseja elogios daquele que o arregimentou, porque deseja honrá-lo e agradá-lo através da excelência.
Também é certo que o servo deve ser como o seu Mestre (vf Mt 10.25) e o nosso é o Grande Modelo de Excelência. Por isso fora exaltado, por percorrer a carreira proposta de humilhação e obediência, fitando apenas os olhos à alegria ou gozo que viria como fruto de seu trabalho (vf Heb 12.2; Is 53.11).
Assim como assumiu a Visão Batista do Caminho proposto, quando assumiu a forma de servo tendo todo o direito de permanecer numa posição melhor e mais confortável, mas aspirou a excelência no padrão ou modelo de serviçal, sendo obediente até à morte e morte de cruz! Também que Paulo discorreu sobre a Visão Batista quando se refere à sua identidade com o modelo de Cristo em Fp 1.21; também é, principalmente em Fp 3.8-11. Ó aspirantes vejam que a excelência está no Modelo de Nosso Senhor e o Ap Paulo nos fala:

“ Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam” (cf Fp 3.17).

Vede queridos, irmãos aspirantes à EXCELSA COROA de GLÓRIA, vós tereis que percorrer para alcançar esse PRÊMIO pela excelência do Modelo de Cristo! Esse prêmio vem a vós os escolhidos e designados por uma SOBERANA VOCAÇÃO – “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (vf Fp 3.14). Paulo adverte que esse deve ser o senso, o sentimento dos servos perfeitos e tudo expostos aqui é nossa regra! O resto é balela, inimigos da Cruz os quais a repudiam, pois são seus inimigos (cf Fp 3.18, 19) – “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas.”!

Autor:Pr LINS, C.D.F.; Igreja Batista do Caminho, Fonte Boa-AM, Brasil, Fevereiro de 2011.
Fonte: www.trinitarianodocaminho.blogspot.com

ATENÇÃO:Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ASPIRANDO AO MINISTÉRIO


ENTENDENDO O QUE É “ASPIRANTE”

1) Aspirantes: é aquele que deseja, por isso busca firmemente algo; é a determinação espiritual de trabalhar naquilo em que foi chamado. No nosso caso é o episcopado, isto é, o trabalho pastoral. O Ap Paulo deu voga à aspiração que deveria está ativa no já pastor Timóteo, II Tm 2.15: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” - e ainda o nosso texto chave I Tm 3.1: “Esta é uma palavra fiel: se alguém aspira o episcopado, excelente obra almeja.”

2) As Bases da Aspiração: é a operação graciosa direta e soberana de Deus; como diz o Ap Paulo incluindo o que concerne à nossa salvação: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (cf Fp 2.13). Deus é quem opera o querer, isto é, a aspiração, pois Ele escolhe o chamado! Sua boa vontade de Deus, significa 1) “boa” é por sua graça, pois ser chamado é uma graça, um privilégio; não há merecimento, mas implicações que Paulo e o Senhor Jesus falam no contexto de II Timóteo 2 entre outras partes das Escrituras; 2) “vontade” refere-se à soberania de Deus; a liberdade de Deus fazer o que quer, no caso escolher o vaso e operar nele, em seu homem interior a aspiração ministerial, etc.
a. DEUS PAI – é a fonte da operação e do poder operador da aspiração ao episcopado (vf Fp 2.12-13). Obedecer à sua vontade é uma prova clara de amor. O Filho amou o mandamento do Pai e nós os escolhidos devemos permanecer nesse amor(vf João 15.10);
b. DEUS FILHO – concede e ou designa ao escolhido o serviço que o aspirante deve preparar-se e desenvolver. Ele escolhe o chamado e designa ou nomeia para frutificação permanece (consolidada) (vf João 15.16). Nós vemos na suas parábolas em Mat 25.15ss, que por isso deveremos prestrar-lhe contas!
c. DEUS ESPÍRITO SANTO – é o executivo da vontade de Deus no espírito humano regenerado. Ele é quem perscruta as profundezas de Deus (vf I Cor 2.10-12); é o intercessor entre o espírito do aspirante e o Trono de Deus de onde origina o decreto para que seja executado na terra sua boa vontade. O E.S. permite o senso da realidade e da operacionalidade do ministério dado por Deus. O Espírito Santo concede ou energetiza o dom, pois ele é a presença ativa de Deus. Pois o serviço é uma graça.

O Aspirante é um vaso escolhido para honrar o seu Senhor, porque o salvo não é mais de si mesmo, mas foi comprado pelo Senhor Jesus e a igreja por preço de sangue. Portanto cabe a Deus livremente chamar e capacitar no aspirante. Pelo fato de não sermos de nós mesmos, temos que nos submeter ao seu chamado que arde no peito!

Deus Filho é o designador dos serviços a serem realizados na Casa de Deus. Deus Pai é o dono Supremo de sua Casa ou Reino e igrejas. Nós os aspirantes ou ministrantes somos mordomos na Casa de Deus, ordenados ou nomeados pelo Senhor Jesus.

3) Mordomos: quer dizer administrador(Gr oikodomeu) aquele que recebe um serviço ou tarefa ordenada pelo dono da Casa, no nosso Caso o Filho de Deus! Cristo é o ORDENADOR na Casa de Deus. Deus o Pai lhe confiou esse mandato. Recebemos algo para CUIDA; algo que não é nosso, no caso, as igrejas de Deus. O Ministério pastoral, é de cuidar as ovelhas (cf I Tm 3.5) não de dominá-las(cf Pedro 5.1-4): “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.” Vejam não é como no mundo que trata-se com o povo, mas com CUIDADO e como MODELO.

4) Ministério – quer dizer serviço, a tarefa de um serviçal; a carreira designada para o servo na Casa de Deus realizar como Mordomo; como servo que ama seu Senhor; não como mercenário!

5) Dom - é a capacitação energemática, carismática executada pelo Espírito santo; uma CONCESSÃO de Deus para nós os seus servos. Prefiro o termo ´servo´, pois o termo ministro se revestiu de soberba. Mas no original latim, ´ministro´ é o minimo ou menor. Porém, sabemos que o que servem às igrejas são os menores com todo respeito e honra que merecem! Quando se diz concessão está esclarecendo que o dom, o serviço, o mandado não é nosso, mas do seu digno e supremo dono que é Deus, que opera tudo em todos pelo seu Espírito(vf I Cor 12.11).

6) Talento - simbologia da concessão ou “oportunidade” que o Senhor concede aos seus subalternos – nós- administrarem visando o desenvolvimento ou crescimento. O Senhor concede, mas quer resultados positivos das concessões/tarefas/serviços que foram dadas aos seus servos. Por isso na parábola de Mateus 25.15ss, exigirá sua prestração de contas. Não podemos fugir da responsabilidade de frutificar! Daí a prestração de contas!

7) EPISCOPADO - vem do grego EPI + SCOPUS:
a. EPI: quer dizer sobre, super, acima;
b. SCOPUS: quer dizer visão, vista;

Episcopado é pois, o serviço ordenado pelo Senhor a servos escolhidos, e designados a supervisionarem as ovelhas de Cristo. A carreira de pastor valoroso, servo submisso a Cristo seu Senhor. Por isso o pastor é designado a funcionar como bispo, isto é, supervisor das ovelhas cuidando as para o o Dono delas que comprou com o preço de seu sangue:

“Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Atos 20:28.
8) Presbítero: quer dizer maduro, velho, anciãos; refere ao nível da dignidade do pastor que deve ser alguém maduro e saudável na fé e na piedade. Por isso o pastor não deverá ser um neófito(novo na fé), como diz o Ap Paulo e também nomeia o Ap Pedro (vf I Tm 3.6; I Pe 5.1). Precisamos entender que o Ministério Pastoral dá nomeiação a dois designações na Bíblia: Bispo(supervisor) que fala da função do pastorado; e Presbítero(Ancião) que fala da dignidade da maturidade ou saúde do pastor. Verifiquemos no discurso do Ap Paulo aos anciãos de Éfeso em Mileto(cf Atos 20.17-28)

9) Cooperadores de Deus: quer dizer que o servo trabalha junto ou pela operação conjunta de Deus. Isto significa que “não trabalhamos para Deus, mas trabalhamos com Deus”. Vemos a base dessa afirmativa por Paulo em I Coríntios 3.9: “Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.”. Somos seus auxiliares porque é Ele que está operando ou trabalhando, e devemos nos unir a Ele para ordenar o que Ele ordenou.Nós os seus servos unimo-nos a Ele pelo chamado e sua designação ao episcopado!

10) Coordenadores: quer dizer que o serviçal de Deus deve colocar em ordem a ordem que Deus quer na sua Casa. O grande ordenador é Deus Pai e a igreja deve fazer sua vontade aqui na Terra como no Céu. O Grande ordenador confiou ao seu Filho Jesus Cristo de Nazaré que este ordenasse através da distribuição dos serviços(ministérios) os seus servos e vasos escolhidos para lhe honrar. Os servos escolhidos, por sua vez, são designados a efetivar a ordem do senhor das igrejas na instrumentalidade das Escrituras. O que estamos fazendo que a Bíblia não aprova ou não ordena, devemos abandonar de nossas práticas; uma resistência clara ao modernismo e mundanismo não é mesmo?

11) ORDENAÇÃO: O Filho recebeu do Pai o mandamento, isto é, foi enviado e da mesma forma repassou seu mandamento aos seus doze que também seriam enviados(vf João 20.21). E Ele não veio fazer sua própria vontade, mas a dAquele que lhe enviou(cf João 6.38); e Nosso Senhor e Salvador completou a obra que recebera(vf João 17.4) – “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer”. Quem recebe a ordem deve estabelecer a ordem dada nas igrejas. Não ordem própria, mas a deixada pelo Espírito Santo através de seus apóstolos, registrada na revelação Bíblica.

12) O RECONHECIMENTO DO EPISCOPADO: o aspirante deve fazer o que o Ap Paulo recomenda: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 2 Timóteo 2:15 . 1)BUSCAR; 2)APRESENTAR-SE A DEUS APROVADO; 3)COMO OBREIRO; 4)COM BOA REPUTAÇÃO E SEM CONSTRAGIMENTO; PREPARADO; 5)CAPAZ DE MANEJAR A BÍBLIA. Isso tudo o levará à aprovação que será reconhecido pela assembléia dos irmãos; o ato de imposição de mãos por parte dos anciãos(outros pastores) é um sinal profético de seu reconhecimento; nada de haver transmissão de unção ou algo mágico; sim um sinal de reconhecimento da igreja que o recomenda e os presbíteros(outros pastores) dão seu sinão de reconhecimento e oficialização do aspirante que, apartir daí, é um neopastor! O ofício não se dá às mulheres quando tem por fim presidir a igreja, como se faz hoje em algumas igrejas, mas consagração não ordenação devido ao principio que o Ap Paulo evoca em II Timóteo 2.11-15). A Bíblia proíbe as mulheres de exercer autoridade sobre os seus maridos ou ministrarem sobre homens, mas não proibe de aconselhar, nem de profetizar como alguns acham(vf Tt 2.4; I Cor 11.5a), pois se ela for cumpridora de sua vocação materna – não feminista – é salva para ministrar na igreja(vf II Tm 2.15). Pode pastorar como auxiliar, mas não deve presidir a igreja; foi a posição que a Agebam chegou em 2006, porque não podemos ir além da ordem do Apostolo; não por cultura modernista, mas por principio evocado.

Pr LINS, C.D.F.; Igreja Batista do Caminho, Fonte Boa-AM, Brasil, Fevereiro de 2011.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As Principais Peculiaridades dos Anabatistas na Reforma

1. DISCIPULADO RADICAL: as implicações do discipulado coloca que o relacionamento com Cristo deve ir além da experiência interior e da aceitação de doutrinas. Deve envolver uma caminhada diária com Deus, em que os ensinamentos e exemplos de Jesus moldam um estilo de vida transformado. Um anabatista disse: “Ninguém pode verdadeiramente conhecer a Cristo a não ser aquele que segue-o em vida”. Isso significa obedecer as “palavras claras e vivas do Filho de Deus, cuja palavra é verdadeira e cujo mandamento é vida eterna”. Os anabatistas rejeitavam os juramentos devido ao claro mandamento de Jesus no sermão da Montanha: “De maneira nenhuma jureis: nem pelo céu(...), nem pela terra(...), ou por Jerusalém”(cf Mat 5.34, 35). Para os anabatistas não há gradações ao falar a verdade.

2. PRINCIPIO DO AMOR: Como consequência lógica do primeiro. Ao relacionar-se com não batistas reagiam como pacifistas; jamais lutar para defender-se de seus seguidores, nem tomariam parte da coerção exercida pelo Estado. A ética do amor se expressava dentro da comunidade na forma de ajuda mútua e redistribuição das riquezas(como ocorria com anabatistas na Morávia o Comunalismo Hutterita);

3. VISÃO CONGREGACIONAL: Nas assembleias anabatistas, todos os membros deviam ser crentes batizados voluntariamente pela confissão de fé pessoal em Cristo. Cada crente, então, era um sacerdote para seus outros irmãos e um missionário para os descrentes.

Por Pr.C.D.F.Lins
Missão Batista do Caminho no Brasil - 2011
www.anabatistas.ning.com