sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ASPIRANDO AO MINISTÉRIO


ENTENDENDO O QUE É “ASPIRANTE”

1) Aspirantes: é aquele que deseja, por isso busca firmemente algo; é a determinação espiritual de trabalhar naquilo em que foi chamado. No nosso caso é o episcopado, isto é, o trabalho pastoral. O Ap Paulo deu voga à aspiração que deveria está ativa no já pastor Timóteo, II Tm 2.15: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” - e ainda o nosso texto chave I Tm 3.1: “Esta é uma palavra fiel: se alguém aspira o episcopado, excelente obra almeja.”

2) As Bases da Aspiração: é a operação graciosa direta e soberana de Deus; como diz o Ap Paulo incluindo o que concerne à nossa salvação: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (cf Fp 2.13). Deus é quem opera o querer, isto é, a aspiração, pois Ele escolhe o chamado! Sua boa vontade de Deus, significa 1) “boa” é por sua graça, pois ser chamado é uma graça, um privilégio; não há merecimento, mas implicações que Paulo e o Senhor Jesus falam no contexto de II Timóteo 2 entre outras partes das Escrituras; 2) “vontade” refere-se à soberania de Deus; a liberdade de Deus fazer o que quer, no caso escolher o vaso e operar nele, em seu homem interior a aspiração ministerial, etc.
a. DEUS PAI – é a fonte da operação e do poder operador da aspiração ao episcopado (vf Fp 2.12-13). Obedecer à sua vontade é uma prova clara de amor. O Filho amou o mandamento do Pai e nós os escolhidos devemos permanecer nesse amor(vf João 15.10);
b. DEUS FILHO – concede e ou designa ao escolhido o serviço que o aspirante deve preparar-se e desenvolver. Ele escolhe o chamado e designa ou nomeia para frutificação permanece (consolidada) (vf João 15.16). Nós vemos na suas parábolas em Mat 25.15ss, que por isso deveremos prestrar-lhe contas!
c. DEUS ESPÍRITO SANTO – é o executivo da vontade de Deus no espírito humano regenerado. Ele é quem perscruta as profundezas de Deus (vf I Cor 2.10-12); é o intercessor entre o espírito do aspirante e o Trono de Deus de onde origina o decreto para que seja executado na terra sua boa vontade. O E.S. permite o senso da realidade e da operacionalidade do ministério dado por Deus. O Espírito Santo concede ou energetiza o dom, pois ele é a presença ativa de Deus. Pois o serviço é uma graça.

O Aspirante é um vaso escolhido para honrar o seu Senhor, porque o salvo não é mais de si mesmo, mas foi comprado pelo Senhor Jesus e a igreja por preço de sangue. Portanto cabe a Deus livremente chamar e capacitar no aspirante. Pelo fato de não sermos de nós mesmos, temos que nos submeter ao seu chamado que arde no peito!

Deus Filho é o designador dos serviços a serem realizados na Casa de Deus. Deus Pai é o dono Supremo de sua Casa ou Reino e igrejas. Nós os aspirantes ou ministrantes somos mordomos na Casa de Deus, ordenados ou nomeados pelo Senhor Jesus.

3) Mordomos: quer dizer administrador(Gr oikodomeu) aquele que recebe um serviço ou tarefa ordenada pelo dono da Casa, no nosso Caso o Filho de Deus! Cristo é o ORDENADOR na Casa de Deus. Deus o Pai lhe confiou esse mandato. Recebemos algo para CUIDA; algo que não é nosso, no caso, as igrejas de Deus. O Ministério pastoral, é de cuidar as ovelhas (cf I Tm 3.5) não de dominá-las(cf Pedro 5.1-4): “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.” Vejam não é como no mundo que trata-se com o povo, mas com CUIDADO e como MODELO.

4) Ministério – quer dizer serviço, a tarefa de um serviçal; a carreira designada para o servo na Casa de Deus realizar como Mordomo; como servo que ama seu Senhor; não como mercenário!

5) Dom - é a capacitação energemática, carismática executada pelo Espírito santo; uma CONCESSÃO de Deus para nós os seus servos. Prefiro o termo ´servo´, pois o termo ministro se revestiu de soberba. Mas no original latim, ´ministro´ é o minimo ou menor. Porém, sabemos que o que servem às igrejas são os menores com todo respeito e honra que merecem! Quando se diz concessão está esclarecendo que o dom, o serviço, o mandado não é nosso, mas do seu digno e supremo dono que é Deus, que opera tudo em todos pelo seu Espírito(vf I Cor 12.11).

6) Talento - simbologia da concessão ou “oportunidade” que o Senhor concede aos seus subalternos – nós- administrarem visando o desenvolvimento ou crescimento. O Senhor concede, mas quer resultados positivos das concessões/tarefas/serviços que foram dadas aos seus servos. Por isso na parábola de Mateus 25.15ss, exigirá sua prestração de contas. Não podemos fugir da responsabilidade de frutificar! Daí a prestração de contas!

7) EPISCOPADO - vem do grego EPI + SCOPUS:
a. EPI: quer dizer sobre, super, acima;
b. SCOPUS: quer dizer visão, vista;

Episcopado é pois, o serviço ordenado pelo Senhor a servos escolhidos, e designados a supervisionarem as ovelhas de Cristo. A carreira de pastor valoroso, servo submisso a Cristo seu Senhor. Por isso o pastor é designado a funcionar como bispo, isto é, supervisor das ovelhas cuidando as para o o Dono delas que comprou com o preço de seu sangue:

“Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Atos 20:28.
8) Presbítero: quer dizer maduro, velho, anciãos; refere ao nível da dignidade do pastor que deve ser alguém maduro e saudável na fé e na piedade. Por isso o pastor não deverá ser um neófito(novo na fé), como diz o Ap Paulo e também nomeia o Ap Pedro (vf I Tm 3.6; I Pe 5.1). Precisamos entender que o Ministério Pastoral dá nomeiação a dois designações na Bíblia: Bispo(supervisor) que fala da função do pastorado; e Presbítero(Ancião) que fala da dignidade da maturidade ou saúde do pastor. Verifiquemos no discurso do Ap Paulo aos anciãos de Éfeso em Mileto(cf Atos 20.17-28)

9) Cooperadores de Deus: quer dizer que o servo trabalha junto ou pela operação conjunta de Deus. Isto significa que “não trabalhamos para Deus, mas trabalhamos com Deus”. Vemos a base dessa afirmativa por Paulo em I Coríntios 3.9: “Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.”. Somos seus auxiliares porque é Ele que está operando ou trabalhando, e devemos nos unir a Ele para ordenar o que Ele ordenou.Nós os seus servos unimo-nos a Ele pelo chamado e sua designação ao episcopado!

10) Coordenadores: quer dizer que o serviçal de Deus deve colocar em ordem a ordem que Deus quer na sua Casa. O grande ordenador é Deus Pai e a igreja deve fazer sua vontade aqui na Terra como no Céu. O Grande ordenador confiou ao seu Filho Jesus Cristo de Nazaré que este ordenasse através da distribuição dos serviços(ministérios) os seus servos e vasos escolhidos para lhe honrar. Os servos escolhidos, por sua vez, são designados a efetivar a ordem do senhor das igrejas na instrumentalidade das Escrituras. O que estamos fazendo que a Bíblia não aprova ou não ordena, devemos abandonar de nossas práticas; uma resistência clara ao modernismo e mundanismo não é mesmo?

11) ORDENAÇÃO: O Filho recebeu do Pai o mandamento, isto é, foi enviado e da mesma forma repassou seu mandamento aos seus doze que também seriam enviados(vf João 20.21). E Ele não veio fazer sua própria vontade, mas a dAquele que lhe enviou(cf João 6.38); e Nosso Senhor e Salvador completou a obra que recebera(vf João 17.4) – “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer”. Quem recebe a ordem deve estabelecer a ordem dada nas igrejas. Não ordem própria, mas a deixada pelo Espírito Santo através de seus apóstolos, registrada na revelação Bíblica.

12) O RECONHECIMENTO DO EPISCOPADO: o aspirante deve fazer o que o Ap Paulo recomenda: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 2 Timóteo 2:15 . 1)BUSCAR; 2)APRESENTAR-SE A DEUS APROVADO; 3)COMO OBREIRO; 4)COM BOA REPUTAÇÃO E SEM CONSTRAGIMENTO; PREPARADO; 5)CAPAZ DE MANEJAR A BÍBLIA. Isso tudo o levará à aprovação que será reconhecido pela assembléia dos irmãos; o ato de imposição de mãos por parte dos anciãos(outros pastores) é um sinal profético de seu reconhecimento; nada de haver transmissão de unção ou algo mágico; sim um sinal de reconhecimento da igreja que o recomenda e os presbíteros(outros pastores) dão seu sinão de reconhecimento e oficialização do aspirante que, apartir daí, é um neopastor! O ofício não se dá às mulheres quando tem por fim presidir a igreja, como se faz hoje em algumas igrejas, mas consagração não ordenação devido ao principio que o Ap Paulo evoca em II Timóteo 2.11-15). A Bíblia proíbe as mulheres de exercer autoridade sobre os seus maridos ou ministrarem sobre homens, mas não proibe de aconselhar, nem de profetizar como alguns acham(vf Tt 2.4; I Cor 11.5a), pois se ela for cumpridora de sua vocação materna – não feminista – é salva para ministrar na igreja(vf II Tm 2.15). Pode pastorar como auxiliar, mas não deve presidir a igreja; foi a posição que a Agebam chegou em 2006, porque não podemos ir além da ordem do Apostolo; não por cultura modernista, mas por principio evocado.

Pr LINS, C.D.F.; Igreja Batista do Caminho, Fonte Boa-AM, Brasil, Fevereiro de 2011.