segunda-feira, 18 de abril de 2016

Escola Batista - Iniciantes



A Vida Cristã I

A Regeneração – Ao participarmos pela fé da Obra de Cristo, o Espírito de Deus que é o de Cristo sopra em nós uma recriação. Somos novamente gerados, que significa que somos uma Nova Geração, a Geração Eleita, pois somente os agraciados com a Justiça de Cristo são enumerados para viver na Nova Jerusalém. Somos uma Nova Criação que libertos da condenação do pecado habitaremos na regeneração final. Deus não reforma a geração perversa, mas cria uma nova. O mesmo Jeovah fará, um Novo Céu e uma Nova Terra.

A Renovação – Somente Deus sendo Espírito pode gerar espírito novo. O homem pode gerar ou conceder novo espírito a ninguém. O primeiro Adão foi feito alma vivente, Cristo tornara-se “espírito vivificante”, isto significa que somente Cristo tem esse poder de dar uma vida nova aos redimidos no seu sangue. Somente Cristo vivifica nosso espírito, antes mortos ao pecado. Somos renovados através do Novo Nascimento; nascemos no mundo físico por atitudes de nossos pais, mas para nascermos para Deus preciso é nascer de novo, isto é, nascer do Espírito. O Novo nascimento nos faz participantes da Natureza Divina. Após o NN fazemos parte da Nova Geração, uma Nação Sagrada. Somos espírito por habitação do Espírito Santo. Quem não tem o Espírito de Cristo este tal não é d`Ele. Os que não nasceram ainda, são naturais terrenos. Quem é carne, é carne; quem é espírito é espírito.

A Comunhão – No grego “koinonia” termo que reflete nossa participação. A participação da obra propiciatória de Cristo pelos salvos redimidos por seu sangue puro. Todos os benefícios de sua obra meritória que alcançou na Cruz de modo substitutivo aos redimidos vem à vida do cristão. Desde a fé salvífica até a glorificação a jornada da vida cristã vem pela graça do Filho de Deus. O cristão pode viver a vida cristã pelos atos redentivos congruentes ao batismo. A vida crucificada, para Cristo viver e não mais o “ego”. Sabemos que o “ego” está imprestável para viver a vida Cristã, por isso deve ser crucificado e ser sepultado na morte de Cristo. Somente uma união verdadeira pela fé em Cristo que o poder de sua cruz e sepulcro favorece o crente com o poder de viver a vida cristã, caso contrário, é impossível. O cristão, portanto, identifica-se com Cristo, sua Cruz, seu sepulcro e sua ressurreição na Esperança da Glória.

A Jornada Batista – Cristo nos ensinou a ser bem-aventurados no Caminho da Justiça (vf Mat 5.3-12). No entanto saibamos com prevenção que vem a perseguição na caminhada. O Ap Paulo também lembrou que a confissão de seguir a Cristo traz perseguição.Na verdade, que pretende percorrer o Caminho, se deparará com a perseguição que é sinal de salvação e de perdição aos algozes. Essa perseguição é felicidade para os peregrinos. Baseado em Mateus 5, a carreira é para os humildes, mansos, chorões miseráveis, pacificadores, puros de coração e misericordiosos. Gente que tem sede da Justiça, que foi perdoada e, que agora terá que perdoar. Amar os inimigos, orar pelos que lhes perseguem; ser liberal em dar; não está preso ao materialismo que lhe é transitório e irrisório.

Não-Conformados – Ser cristão, vem uma diferença, uma distinção. De um lado os afetados e conformados com este mundo. Do nosso lado, nos libertamos das coisas daqui de baixo e buscamos as que são aqui de cima. O cristão não pode mas se conformar porque sua mente foi renovada. Apresenta-se tipo separado, na liberdade cristã. Antes vivíamos alienados da vida de Deus. Agora atenção à dissolução.

A Temperança – o cristão adequado a vontade de Deus deve buscar as coisas humildes e deve manter uma mente e atitude de autogoverno. Neste presente século, há uma apelação em todas as áreas para o descontrole, para a rejeição do que é suficiente no vestir, no alimentar-se, nas posses e no falar; etc. Unida com a palavra Temperança temos a Moderação, um ponto de equilíbrio, não conformado, mas governado, dominado na boa consciência, na modéstia e honestidade. Nossa moderação deve ser conhecida por todos. Devemos ter paz com todos os homens, no que depender de nós! A modéstia segue a Temperança. A temperança nos ajuda a pensar e agir com moderação e bom senso. Também no controle da língua, pois pecamos muito com a língua.

A Vocação – Deus pelos profetas na antiguidade e pelo último profeta João o Batista chamavam o povo ao arrependimento. Hoje Ele falou pelo seu próprio Filho. E mais do que uma chamada ao arrependimento, a Vocação de viver uma Carreira da Fé, para uma viva esperança. Deus nos chama a honrar seu Filho. Seguir a Cristo como Senhor; fazer real os sinais de sua morte e ressurreição. Pelo batismo imitamos a Cristo seguindo o Caminho da Justiça, sendo Ele mesmo o Cristo, o próprio Caminho da Justiça. Ao nos batizar nos implicamos a participar da sua cruz, da sua sepultura(morte) e de sua ressurreição para andarmos em novidade de vida. Claro que essa morte é para vivermos a vida ressurrecta. Só vivemos a vida ressurrecta de Cristo se nos unirmos na vida crucificada e Cristo ressurrecto viverá em nós. E viver nessa vida nova para santificação e na Esperança da glória. Somos, pois Chamados a viver em Cristo, por Cristo e para Cristo. Vivermos em comunhão de seu Espírito para reproduzirmos a vida ressurrecta. Quem participa d`Ele participa da Glória.

A Santificação – ao nascermos de novo, recebemos um espírito novo pelo qual clamamos Abba, que quer dizer “pai amado”. Esse espírito novo enfrenta uma alma velha de natureza diferente nesse corpo corrompido, mas crescendo no Caminho, no poder do Espírito Santo, no prazer em meditar e obedecer a Palavra; crescer na Graça e no Conhecimento de Cristo, áreas totais da vida, o corpo-alma-espírito devem ser mantidos castos e prosseguir em santidade. Na santificação temos uma aliada, a paz com todos. A leitura e a meditação bíblica também nos ajudam. O ressentimento, a lascívia e associação com incrédulos e com suas incredulidades.

A Esperança – nossa Vocação dada por Deus é afim de alcançarmos a Glória da Imortalidade. Nós aguardamos o 2º. Advento de Nosso Senhor que virá e junto com Ele, a manifestação da nossa vida ressurrecta com o corpo transformado incorruptível e imortal. O mesmo que Cristo ressuscitou. Porém, cabe aqui frisar que a Esperança são para os que participam ou se identificam com Cristo, pois se participamos de sua morte, participamos de sua vida ressurrecta e da Glória. Só se identificam os salvos eleitos, os que receberam o Selo ou o Penhor do Espírito. O Selo do Espírito recebemos no dia que cremos e fomos iluminado com a Pregação do Evangelho. Este selo é como penhor, isto é, a garantia de Deus que seremos ressuscitados, transformados e levados para Glória da Imortalidade e Vida na Eternidade com Deus. Mas nossa esperança é viva porque já participamos da ressurreição no Espírito, o poder da 2ª.Morte já não exerce efeito algum sobre nós, pois já passamos da morte para vida o que é importante. Se passamos pela morte física, não nos é morte, porque ao abrirmos nossos olhos estamos com o Senhor no Trono.

Lins, CDF - Pr Batista. 2016
Missão Batista do Caminho no Brasil.

terça-feira, 12 de abril de 2016

AMILENISMO: Sinais dos Tempos.

AMILENISMO: Sinais dos Tempos.: Sinais dos Tempos: Como identificá-los e saber que o fim está próximo? Por Franklin Ferreira. Entrevista originalmente concedida a Al...

C.H. SPURGEON - Sonhos e Visões

Há alguns, e estes geralmente são os mais iletrados, que têm a expectativa de experimentar sonhos notáveis ou de ter visões singulares. Eu às vezes fico surpreso de que ainda persista no meio do nosso povo uma noção de que certo tipo de sonho, especialmente se repetir-se várias vezes, e se for tão vívido que permaneça na imaginação por um longo período, é um sinal do favor divino.

Nada poderia ser mais completamente falso, nada pode ser mais infundado e sem a menor sombra de evidência; e ainda assim muitos imaginam que se eles sofressem dolorosamente de indigestão de forma que seu sono fosse estragado por sonhos vívidos, então eles finalmente poderiam pôr sua confiança em Jesus Cristo. A noção é tão absurda que se ela fosse tão somente mencionada a homens racionais, eles necessariamente teriam que ridicularizá-la. Ainda assim, conheço muitos que foram, e ainda são, escravos dessa ilusão. "Eu não podia flertar com uma superstição tão ridícula."

Há pouco tempo, depois de pregar em uma distante vila do interior, fui procurado insistentemente como conselheiro espiritual por uma carta importuna de uma mulher que atribuiu a mim uma sabedoria que eu nunca reivindiquei possuir. Eu desejei saber qual era a dificuldade espiritual que ela tinha, e quando fui até a casa dela e a encontrei muito doente, fiquei entristecido ao ver que ela era vítima de uma superstição na qual temo que seu pastor a tinha confortado e, desta forma, confirmado. Ela me informou solenemente que ela tinha visto algo se levantando à noite do pé da sua cama. Ela estava esperançosa de que se tratasse do nosso abençoado Senhor, mas infelizmente ela não tinha conseguido ver a cabeça dele. Como eu conhecia tanto a respeito das coisas espirituais, será que eu poderia lhe dizer quem era? Eu disse que eu achava que ela devia ter pendurado o vestido dela em um gancho na parede, ao pé da cama, e na escuridão tinha confundido-o com uma aparição. É claro que isso não a satisfez. Eu caí imediatamente a zero no conceito dela, ao nível de um homem de mente extremamente carnal, se não um escarnecedor, mas eu nada pude fazer a respeito. Eu não podia flertar com uma superstição tão ridícula. Fui obrigado a lhe dizer que era bobagem ela ter esperança de salvação porque ela era tola o bastante para imaginar que tinha visto Jesus com seus olhos carnais, enquanto a visão salvífica sempre é espiritual. Sobre a pergunta quanto ao fato da suposta aparição ter uma cabeça ou não, eu lhe disse que se ela usasse mais a sua própria cabeça e o seu coração, meditando na Palavra de Deus, ela estaria em uma condição bem mais esperançosa.

Podem ter havido, eu não negarei – porque coisas estranhas ás vezes acontecem - podem ter havido sonhos, e até mesmo aparições, que despertaram a consciência e assim conduziram ao princípio da vida espiritual em alguns raros casos em que Deus escolheu interferir de maneira especial. Mas que estes venham a ser procurados, e até aguardados, é uma coisa tão distante da verdade quanto o oriente do ocidente. E se você visse qualquer coisa, ou sonhasse qualquer coisa, o que isso prova? Ora, não prova absolutamente nada a não ser que você estava mal de saúde, e que sua imaginação encontrava-se morbidamente ativa. 

Lance fora essas coisas, elas são superstições adequadas a povos não-civilizados, mas não são aceitáveis para cristãos do século dezenove. Eu apenas estou mencionando-as, não porque penso que qualquer de vocês tenha caído nelas, mas para que vocês sempre lidem com elas de forma extremamente rígida onde quer que se deparem com elas. Elas são superstições que não podem ser toleradas por homens cristãos. Entretanto há alguns que, de fato, não acreditarão no simples evangelho de Cristo a menos que algum absurdo desse tipo possa ser juntado a Ele. Que Deus os livre de tal incredulidade.

Charles Haddon Spurgeon

IGREJA EFEMINADA

Recentemente fui questionado se seria correto dizer que, na história do mundo, dinastias e civilizações inteiras de fato naufragaram na rocha da homossexualidade. Minha resposta foi que não deveríamos pôr as coisas desse modo. Claro, eu creio que a prática homossexual é imoral e proibida pela Lei de Deus. Todavia, em Romanos 1.21 – 32, Paulo põe dessa forma: deixaram de servir a Deus para servirem à criatura. Como uma consequência, Deus entregou-lhes às paixões impuras. Homossexualidade é julgamento de Deus sobre uma sociedade que abandonou a Deus e adora a criatura em vez do Criador.

A apostasia espiritual é a rocha na qual as culturas, incluindo a nossa, foi fundada, e a homossexualidade é o julgamento de Deus sobre tal apostasia. Esta é a razão porque a homossexualidade era uma prática comum entre as antigas culturas pagãs; na verdade, é uma prática comum entre a maioria das culturas pagãs, incluindo a nossa crescente cultura neo-pagã. Em resumo, a ideia de que a tolerância da homossexualidade é um mal que conduzirá ao julgamento de Deus não é bíblica, pois coloca o carro na frente dos bois. É exatamente o contrário!

A prevalência da homossexualidade em uma cultura é um sinal seguro de que Deus já tem executado ou está executando sua ira sobre a sociedade por sua apostasia. A causa deste julgamento não é a prática imoral da homossexualidade (apesar dos atos imorais homossexuais); mas sim, sua apostasia espiritual. A prevalência da homossexualidade é o efeito, não a causa da ira de Deus visitando aquela sociedade. E em uma sociedade cristã (ou talvez devesse dizer “pós-cristã”), isso significa, inevitavelmente, que a prevalência da homossexualidade na sociedade é julgamento de Deus sobre a igreja por sua apostasia, sua infidelidade para com Deus, porque o julgamento de Deus começa com a Casa de Deus (1Pe 4.17).

Esta, decerto, não é uma mensagem popular aos cristãos. É fácil levantar o dedo para os pecados e imoralidades grosseiros, mas a igreja está muito menos disposta a considerar seu papel nos males sociais que maculam nossa era. A apostasia espiritual que nos levou à presente condição começou na igreja, e grande parte do fracasso da sociedade moderna, que os cristãos corretamente lamentam pode, em alguma medida, ser atribuída a esta apostasia da igreja como a causa fundamental. E mesmo agora a igreja recusa-se a assumir sua responsabilidade para preservar a sociedade deste mal tão sério, tendo abdicado de seu papel profético como porta-voz de Deus para a Nação. Claro, isto não quer dizer que não deveríamos desafiar o lobby gay e não trabalharmos para estabelecer uma moralidade bíblica em nossa sociedade. Nós devemos. Mas, também devemos escolher as prioridades corretas; e eu temo que a igreja tenha um diagnóstico equivocado destes problemas e tenha escolhido errado as suas prioridades.

A Igreja sofre com o flagelo homossexual, tanto quando, e talvez mais, do que qualquer outro setor da sociedade (com exceção da mídia e do mundo do entretenimento). Para maior parte deste século, a igreja tem procurado um deus feminino para substituir o Deus da Bíblia. Nós tivemos ministros que ensinaram, agiram e pregaram como mulheres há muitos anos. O Ministério Pastoral de nossa geração é, no geral, caracterizado pela feminilização. O crescente número de homossexuais no ministério é, penso, simultaneamente uma causa e efeito relacionados a isto e, ao mesmo tempo, uma manifestação do julgamento de Deus sobre a igreja. Muitas vezes, é claro, o julgamento funciona numa relação de causa e efeito, porque toda criação é obra de Deus; portanto, ela funcionada de acordo com Seu plano e vontade. A igreja tem se tornado completamente efeminada por causa de um clero efeminado.

O Ministério hoje é dirigido primariamente por mulheres, e ministros têm começado a pensar e agir como mulheres, porque o Cristianismo tem se tornado naquilo que é chamado de “religião salva-vidas” – mulheres e crianças primeiros. E o mundo vê isso bem adequadamente. Por exemplo, foi-me dito em mais de uma ocasião por pastores e presbíteros que, quando eles visitam os membros de suas igrejas, se porventura o homem da casa vem recebê-los à porta, frequentemente a primeira coisa que este homem diz é: vou buscar a esposa. Pastores e Presbíteros estão ali para mimar as mulheres e as crianças; ou então, como pensa o mundo, isto é simplesmente porque o ministério na igreja é frequentemente dirigido principalmente às mulheres e crianças, e não aos homens. Tenho observado o mesmo tipo de coisa em reuniões das igrejas. Se alguém levanta uma questão doutrinária ou mesmo assuntos sérios sobre a missão da igreja, o interesse é quase nulo.

No entanto, frequentemente tem havido, e continua havendo, enormes problemas doutrinários e problemas relacionados ao entendimento da igreja de sua missão no mundo, incomodando essas igrejas; apesar disso, estas igrejas nem mesmo consideraram que isso merece discussões nas reuniões de liderança da igreja. Os líderes da Igreja falarão de maneira interminável sobre “relacionamentos” e afins, mas evitarão questões doutrinárias [como evitam] a praga porque estes assuntos são considerados causas de divisão e que dificultam os “relacionamentos”. Agora, no fundo eu creio que isto é um sério problema criado pela feminização da liderança da igreja. A agenda da liderança, que é uma agenda masculina, foi substituída por uma agenda feminina, que é um desastre para liderança. A igreja tem abandonado o Deus das Escrituras pelo conforto de uma divindade do tipo feminino que não requer líderes eclesiásticos que exponham doutrinas bíblicas ou ajam com convicção de acordo coma Palavra de Deus (ambos são percebidos, muitas vezes com razão, como causador de divisão – Mt 10. 34ss); mas, em vez disso, exige líderes simplesmente para mãe de suas congregações de uma forma feminina. Isso, naturalmente, produz ministros efeminados e uma igreja efeminada. Mas, isto não é simplesmente uma causa e efeito impessoal relacionadas. Deus age através de causas secundárias em sua Criação para executar sua vontade.

Um ministério efeminado e uma igreja efeminada são a resposta de Deus para a determinação de a igreja substituir o Deus da Escritura por um deus do sexo feminino; e esta cruzada contra o Deus da Bíblia tem sido em sua própria maneira, uma característica do evangelicalismo, como abertamente tem sido a característica do liberalismo que os evangélicos dizem abominar, mas ainda assim, estão dispostos a imitar. Este não é um problema apenas agora na igreja, mas porque está na igreja, a sociedade em geral é agora feminizada e efeminada. Somos governados por mulheres e homens que pensam e agem como mulheres. Mas, as mulheres não fazem bons governos em geral. Em Margaret Thatcher tivemos uma situação inversa: uma mulher que pensava mais como um homem deve pensar, mas a exceção não anula a regra. Eu não estou discutindo um ponto político aqui, nem endossando qualquer posição [política]; até porque eu acredito que isto tudo é parte da situação em julgamento.

O mundo está de cabeça para baixo, porque os homens viraram de cabeça para baixo por sua rebelião contra Deus. Jean-Marc Berthoud frisou bem este ponto em seu artigo “Humanism: Trust in Man – Ruin of the Nations”, o qual eu recomendo em relação a este tópico. Agora somos governados por mulheres e crianças (Is 3.4, 12) Mas, a Liderança não é feminina. Líderes Efeminados não governam bem, seja o Estado, seja a Igreja. É vital que a Justiça seja temperada com Misericórdia. Mas alguém não pode temperar a Misericórdia com a Justiça.

Quando a misericórdia é colocada antes da justiça, as sociedades sofrem colapsos nas situações idiotas que temos hoje, onde os criminosos são libertos e as pessoas inocentes são condenadas. Por exemplo, as punições infligidas aos motoristas por inadvertidamente dirigirem um pouco acima do limite da velocidade hoje, mesmo onde não há perigo envolvido, são muitas vezes mais graves do que os castigos infligidos aos ladrões. E hoje um pai pode ser punido por bater em um filho travesso – mesmo que tal castigo seja realizado num ambiente de amor e disciplina e não haja perigo para criança – mas ainda assim, alguém pode, com impunidade, assassinar os filhos ainda não nascidos. O Estado ainda paga por esses abortos, fornecendo-lhes o Sistema Único de Saúde. Creio que isto é o resultado final da feminização de nossa cultura.

Pensa-se, frequentemente, que a liderança feminina é mais compassiva, mais carinhosa. Isto é um mito que a ideologia feminista tem trabalhado nas percepções populares da realidade em nossa cultura. Pelo contrário, a cultura feminista é uma cultura violenta, uma cultura que produz o aborto e ao mesmo tempo exige que se extinga as coisas tipicamente masculinas. Uma situação mais perversa é difícil de se imaginar. Em última análise, o feminismo é, na prática, inerentemente violento, intrinsecamente instável, intrinsecamente perverso, inerentemente injusto, porque ele é todas essas coisas em princípio, a saber, a rejeição da ordem criada por Deus; e as consequências de um compromisso religioso sempre se desenvolverão na prática.

O Feminismo está, agora, desenvolvendo as consequências práticas de sua visão religiosa da sociedade (e isto é sua religião). As igrejas têm falhado em ver isso. Elas têm abraçado o feminismo vigorosamente, e como consequência, se tornaram uma importante avenida pela qual o Feminismo tem sido capaz de influenciar nossa cultura. O clero estava envolvido na feminização da fé e da igreja bem antes do Movimento Feminista tivesse se tornado consciente na percepção popular. E a feminização de nossa cultura é um dos principais motivos para sua anarquia e violência. Por exemplo, o resultado da feminização da sociedade tem sido a de que os homens perderam o seu papel em muitos aspectos. O feminismo tem definido homens em nada mais do que briguentos ou efeminados. Na perspectiva feminista, estas são as duas alternativas para os Homens, embora isso não possa ser entendido por muitas feministas; talvez normalmente não seja, porque o Feminismo é ingênuo e não opera com base na razão, mas na emoção; e estas coisas trazem-nos novamente ao problema da liderança e governos femininos. Emoções não lideram ou governam bem.

Para as Feministas, os homens são governantes incapazes; as mulheres devem governar. Agora nós temos o governo de mulheres e homens efeminados. O efeito de colocar as virtudes femininas no lugar das virtudes masculinas, e as virtudes masculinas no lugar das virtudes femininas tem sido a de subverter a ordem criada. Como resultado, a justiça é desprezada e a misericórdia é transformada e colocada em seu lugar.

A Liderança é masculina, mas é preciso temperá-la com as virtudes feministas. Quando as virtudes feministas estão na liderança, as virtudes masculinas não podem funcionar; a masculinidade é feita desnecessária. Isto é um dos problemas mais sérios da nossa sociedade. O Feminismo tornou a liderança masculina na igreja e da nação obseleta e, agora, estamos colhendo as consequências espirituais e sociais disto.

A Justiça é uma vítima! A misericórdia cessa de ser misericórdia e torna-se indulgência dos piores vícios. Violência, anarquia, desordem e uma sociedade disfuncional são o legado da Feminização de nossa Sociedade, porque neste sentido, nem as virtudes masculinas, nem as femininas podem desempenhar apropriadamente seu papel. O mundo é posto de ponta cabeça. Até mesmo as igrejas “crentes na Bíblia” são anestesiadas na sua apostasia em relação a este e muitos outros assuntos em nossa sociedade. Temos uma igreja efeminada, e uma sociedade efeminada e, portanto, a resposta de Deus tem sido um ministério cada vez mais homossexual e uma crescente sociedade homossexual. Este é o justo julgamento de Deus sobre nossa apostasia espiritual. A resposta é o arrependimento, voltar-se para Deus e abandonar nosso caminho de rebelião contra a ordem divina da Criação.

A igreja deve começar isto. O julgamento começa com a igreja (1Pe 4.17) e o arrependimento também. Eu não creio que resolveremos o problema homossexual até reconhecermos sua causa. É o julgamento de Deus sobre a apostasia da Nação. Liderando o caminho para esta apostasia estava a igreja. O que tenho dito acima não significa minimizar a seriedade do problema homossexual, nem sua imoralidade. Mas devemos reconhecer isto como uma manifestação do julgamento de Deus, como Paulo tão claramente ensina em Romanos, capítulo um. A resposta está em combater as causas, enquanto não deixamos de fazer as outras coisas.

O que eu disse aqui não significa promover uma diminuição da oposição cristã aos direitos homossexuais por qualquer meio; mas significa encorajar a uma maior leitura do problema, porque é nesta vasta leitura do problema que detectamos a causa e esperamos a solução para o problema. Além disso, este assunto não um assunto isolado. É parte inseparável da re-paganização de nossa sociedade, uma tendência de que a igreja, em grande medida, não apenas tem tolerado, mas por vezes, estimulado, por sua percepção míope de fé e sua negação prática de sua relevância para toda a vida do homem, incluindo seus relacionamentos e responsabilidades. Enquanto a crítica é necessária e vital na tarefa profética da igreja de levar a Palavra de Deus para influenciar nossa sociedade, ela não é o bastante. Em vez disso, a igreja também deve jogar fora o seu próprio consentimento na prática do humanismo secular e praticar o pacto da vida da comunidade redimida no momento que ela tenha qualquer efeito sobre nossa cultura. Portanto, o julgamento continuará ininterruptamente até a igreja mais uma vez começar a viver para fora, bem como falando a palavra de vida para sociedade em sua volta. Somente então quando ela começar a manifestar o reino de Deus; e apenas quando a igreja começar a manifestar o reino de Deus novamente, nossa sociedade começará a ser liberta do julgamento de Deus.

Fonte: Christianity and Society, Volume X, Number 1, January 2000, p. 2 – 3.
Tradução e adaptação: Gaspar de Souza